Terça-feira, 3 de Setembro de 2013

Grasshopper.

Encontrei este menino no outro dia e fartei-me de lhe tirar fotografias, ahah! Muitos não gostam de gafanhotos, eu acho-lhes graça (mas também, eu acho graça a abelhas e a tudo o que seja animais. Acho que podia ser comida por um leão e ia continuar a achá-los adoráveis, sinceramente.)
publicado por Ana Isabel às 00:12
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Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013

Sleet.

Chovia torrencialmente naquele dia. Como se o Céu se estivesse a desintegrar, ou talvez como se o Inferno se tivesse congelado por breves momentos e estivesse agora a derreter em forma de precipitação por cima da Terra. A chuva era gelada, mais do que simples água - o tipo de gelado que penetra os ossos e os faz doer, uma dor lancinante.
Ela saiu do café. Só podia ser doida, estar de vestido de alças e sabrinas com aquele tempo. E, no entanto, ela não parecia sentir. Não parecia sentir nada, agora que penso nisso. E depois ela pegou no telemóvel e atendeu aquela chamada. De repente, paralisou. Pela primeira vez, eu vi-lhe emoção nos olhos - emoção na forma de lágrimas. A mão que levava o café aos lábios ficou parada no meio de um movimento. Perguntei-me como seriam as suas lágrimas. Se seriam tão frias como a chuva, ou quentes, como as de um qualquer comum mortal.
Mas ela não era comum; talvez nem fosse mortal. Era quase como uma Rainha do Gelo, glacial. Então eu entendi. A chuva eram as suas lágrimas. A rainha do gelo estava a derreter, a sua alma a escorrer-lhe dos olhos. Ela abraçou-se, e eu vi-lhe o arrependimento por ter escolhido aquele vestido. Como se estivesse agora a sentir a própria alma a cair-lhe em cima. Eu também a sentia. Não era o Inferno nem o Céu. Era ela, a dissolver-se aos poucos. A tornar-se mortal. A tornar-se comum.
Wierdo97 - Likes
publicado por Ana Isabel às 08:30
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Sexta-feira, 23 de Agosto de 2013

#1

estou a precisar de um daqueles dias em que só vejo filmes lamechas, bebo chá e chocolate quente e visto pijamas o dia todo.

 

Outono, Outono, a falta que tu me fazes. Não fossem as aulas e serias mesmo a estação perfeita.

 

Sobre viver e acreditar. | via Tumblr

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publicado por Ana Isabel às 23:35
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Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013

Milk.


Deitas o leite na chávena. Leite frio, como todas as noites. Estou farta de te dizer que o leite devia ser quente para ajudar a adormecer, mas hábitos são hábitos e tu pareces estar a sair-te bem. Eu já só sorrio e observo.

Na verdade, não sei bem quando desisti de te tentar fazer aquecer o leite. Algures no tempo, sei que suspirei e deitei as mãos ao céu, admitindo a mim mesma que eras um caso perdido. É assim com muita coisa. Tu tens esta forma de ser, e eu queixo-me, mas, na verdade, nunca me importei realmente. É isso que me faz sorrir e acordar todos os dias a agradecer porque ainda existem pessoas como tu. Porque pessoas como tu fazem muita falta. E, enquanto te vejo a tirar a chávena reservada apenas para o leite que bebes antes de adormecer, sinto esta quantidade ridícula de afecto a correr-me pelas veias. Faz-me sentir estúpida e indefesa, mas é assim, e eu já me habituei a isso. É talvez a única coisa relacionada contigo à qual me habituei. Eu nunca me consigo habituar a ti. Não que sejas assim tão imprevisível - tu bebes sempre leite antes de te deitares, e usas sempre a mesma chávena para o tomares. Mas eu não me consigo habituar a acordar e sentir o teu cheiro em todo o lado, a rir-me das tuas piadas, a ter-te ao meu lado.

Talvez eu não me habitue porque não me quero habituar. Ou porque tu és assim, e porque te amo demasiado para te ver como um dado adquirido. Seja qual for a razão, o que interessa é que eu não me consigo habituar à felicidade que me percorre sempre que entras por aquela porta, ou sempre que eu entro e te vejo. Mas posso habituar-me a ver-te deitar o leite na chávena. Leite frio, como todas as noites. Posso habituar-me a sorrir e suspirar, mesmo que, de vez em quando, ainda te diga para o aqueceres. Posso habituar-me a isso.

E enquanto eu penso em tudo isto, enquanto, mais uma vez, o sentimento de amor indefeso e sem barreiras entra no meu sangue, tu acabas o leite, sorris, dás-me um beijo (também não me habituei a isso) e sei que te vais preparar para te deitares. Pergunto-me se me irei habituar a ti, algum dia. Espero que não. De qualquer forma, já me habituei ao leite. Boa-noite, meu amor.

publicado por Ana Isabel às 18:26
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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

So, hey.

Talvez seja porque os meus últimos blogs correram tão bem. Talvez seja porque eu passei tanto tempo afastada. Talvez seja porque não sei se ainda me enquadro neste meio. Talvez seja porque os meus interesses, a minha personalidade, mudaram tanto. Talvez seja porque perdi muita coisa. Ou talvez seja por tudo aquilo que ganhei. Talvez seja porque aprendi tanto, e tenho receio de não saber transmitir isso.

 

Seja o que for, algo me estava a parar de voltar aos blogs. Eu criava-os, mexia no CSS durante um mês até que o visual ficasse como eu gostava, e depois assim ficavam, a ocupar espaço, a roubar endereços a quem os quisesse, porque eu não tinha coragem. Foi assim durante um ano. Mas agora, acho que finalmente é altura de parar de ponderar. Eu gosto de blogs porque me ajudam a pôr as ideias em ordem, e como poderia fazê-lo se continuasse a remoer no mesmo assunto, quase criando um paradoxo?

 

Então, aqui estou eu. Dizem que, aos dezasseis, é só de uma vez. Eu espero vivê-la bem, e esta parece-me uma boa forma de o fazer.

publicado por Ana Isabel às 01:16
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Ana Isabel, 16, Porto (cidade e clube). Introvertida, com níveis ridículos de ansiedade. Adolescente excessivamente emocional. Chora por personagens fictícias, Harry Potter é a sua vida e o cabelo da Holland Roden é a sua razão de viver. Estudante de Ciências e Tecnologias, que também adora fotografia e escrita. E no meio de tudo isso, ainda consegue ser muito feliz.

When adults say, "Teenagers think they are invincible" with that sly, stupid smile on their faces, they don't know how right they are. We need never be hopeless, because we can never be irreparably broken. We think that we are invincible because we are. We cannot be born, and we cannot die. Like all energy, we can only change shapes and sizes and manifestations. They forget that when they get old. They get scared of losing and failing. But that part of us greater than the sum of our parts cannot begin and cannot end, and so it cannot fail.


-Miles Halter (John Green), Looking for Alaska